Tendencias para a web após 2.0 - WEB 3.0

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Começa a corrida pela web 3.0
A internet dotada de inteligência artificial é a próxima fronteira cobiçada pelos pesquisadores
(reportagem época negócios)

Ela ainda não existe. Empresas como a IBM e o Google se esforçam para um dia trazê-la à luz. Bastou, porém, uma longa reportagem publicada recentemente no The New York Times para que a Web 3.0 virasse discussão obrigatória em blogs e publicações especializadas. A Web 3.0, conforme foi batizada, é a última fronteira, pelo menos até agora, da sociedade da informação. A internet funciona hoje, apesar de todos os seus avanços, como um imenso catálogo, que obriga as pessoas a fazer um certo esforço para extrair sentido de seus documentos. Já a Web 3.0, sonham os pesquisadores, será capaz de tirar conclusões dessa imensidão de páginas e dar respostas objetivas às mais variadas perguntas. Se as pesquisas tiverem sucesso, a rede poderá indicar, como se fosse um especialista da área, a escola mais adequada ou o investimento mais conveniente para o usuário. Ninguém precisará fazer pesquisas, ler uma infinidade de sites e tirar as suas próprias conclusões. Terá apenas de questionar a rede, que fará esse serviço e dará uma resposta direta à sua pergunta.

A discussão sobre esse novo horizonte coincide com o momento de maior esplendor da internet – uma fase que ganhou há pouco mais de dois anos o nome de Web 2.0. No início, muitos contestaram o uso dessa expressão. Para esses críticos, não havia nenhuma grande novidade tecnológica que justificasse o seu uso. Hoje essas vozes perderam força. Um conjunto de pequenos avanços trouxe velocidade aos sites, facilitou o seu uso e, mais importante, possibilitou que os usuários participassem da criação de conteúdos. A Web 2.0 exibe hoje como seus principais trunfos sites como YouTube, Second Life e Wikipedia, alimentados com conteúdo dos internautas. É uma mudança e tanto em relação aos primeiros anos da rede.
Uma das iniciativas que apontam para a Web 3.0 é o KnowItAll (Saiba Tudo), financiado pelo Google e conduzido pela Universidade de Washington. Um de seus projetos promete facilitar a vida dos usuários que pesquisam os sites de viagem para ler os comentários sobre hotéis deixados por terceiros. No futuro, a Web fará esse trabalho. Após considerar todas as manifestações dos viajantes na rede e pesar o valor de cada uma, recomendará o hotel mais adequado para o usuário, de acordo com o seu perfil.
A Radar Networks é uma das empresas com pesquisas de ponta nessa área. Um de seus projetos consiste na criação de um aplicativo que entenderá exatamente o que o usuário quer quando escreve duas ou três palavras em uma pesquisa. Enquanto o Google apresenta todas as páginas com os termos solicitados, o novo mecanismo entenderia o sentido de cada palavra e as conexões entre elas, apresentando um resultado mais preciso. “A Web 3.0 fará buscas de uma forma mais humana e intuitiva”, diz Nova Spivack, presidente da Radar Networks


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